
E quem disse que tudo o que fazemos fica só entre nós? Não dependendo de onde estejamos, e em si tratando de locais públicos principalmente. Lá estava ele, tranquilo de si mesmo aproveitando o seu momento, que não era só seu, da forma como se deve ser aproveitado. E quem diria que um dia eu o veria daquele jeito, tão envolto naquilo que ele mais fazia questão de “esconder”. Afinal eu sabia que você era humano, afinal eu sabia que aquele não era o seu normal. Sabe a cena em si foi até agradável, eu diria linda se ela não estivesse me dizendo tantas coisas ao mesmo tempo. Por que esconder um instinto tão normal? Por que tentar parecer um deslocado que na verdade sabe bem onde está? Mas não estou julgando, não, pelo contrario, estou lhe dando as boas vindas à naturalidade das coisas, que no fundo você morria de vontade de participar e na qual está se mostrando mais que apto. Boas vindas a sentidos que irão gritar mais que sua razão e a impulsos quase irrefreáveis. Bem vindo ao mundo onde as mãos também falam e a respiração pode ser o som mais intenso. Bem vindo à natureza humana.
P.S. Afinal aquela não é uma cena que se vê todo dia, mas foi uma cena perfeita para uma sexta-feira.
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